Dianópolis, TO - 17 Outubro, 2017

Alunos da Colégio Abner Pacini são selecionados para apresentação nacional de lançamento de foguetes

 

Estudantes da primeira série do Ensino Médio do Colégio Estadual Doutor Abner Araújo Pacini, do município de Almas, foram selecionados para apresentar em outubro deste ano, a cientistas e demais estudantes de todo o país, o projeto piloto de um foguete construído por eles sob a orientação dos professores das disciplinas de Química e Física.

 

Com o tema Lançamento de Foguete, a atividade envolveu todos os 598 alunos das 21 turmas do ensino fundamental e médio regular, no qual foram organizadas 120 equipes, de três a seis alunos por grupo. As equipes foram instruídas para que utilizassem apenas materiais recicláveis como garrafas pet, papéis, papelão, papel cartão, dentre demais instrumentos que seriam descartados e jogados ao lixo, além de água, bicarbonato de sódio e vinagre.

 

O material construído por eles foi desenvolvido durante as aulas de física e química. De acordo com a gestão da unidade escolar, o trabalho de criação deste foguete foi iniciado em 2015. “Neste período, os alunos preparam o equipamento para a apresentação da Olimpíada Brasileira da Astronomia que acontece anualmente, assim como desenvolveram a criatividade, habilidade, superaram obstáculos e principalmente trabalharam a integração entre equipes.

 

Os alunos foram divididos em grupos e por modalidades, no qual trabalharam parte teórica e prática da construção do foguete nas aulas de Química e Física, sob a coordenação dos professores Morgiana Sena Cardoso, Robson Soares, Érica Almeida, Alina Xavier da Silva Monteiro e Maurício Cunha.  Com o projeto finalizado, a escola executou, em maio deste ano, uma ação no qual os foguetes foram apresentados à comunidade, pais, estudantes e demais profissionais da educação. As apresentações dos foguetes aconteceram na pista do aeroporto do município.

 

A professora de Física destacou que, “por meio da pesquisa, diversos conceitos químicos e físicos, foram estudados para construção do foguete, dentre eles mecânica, movimentos do corpo, velocidade e aceleração, cálculo da velocidade e aceleração dos corpos, força, leis do movimento, conceitos, pressão, conservação da quantidade de movimento e aerodinâmica”, disse Érica Almeida.

 

Robson Barreira, professor de química, explicou que, “estudando os fenômenos químicos, físicos e astronômicos, os alunos aprenderam a melhor maneira de usá-los em seu favor por meio da combinação de componentes que resultam em reações químicas eficientes”.  Para ele, ter uma melhor compreensão dos movimentos e suas causas, a interação dos corpos e entender conceitos como a pressão e o trabalho de uma força é crucial para que tenha-se êxito em qualquer projeto.

 

Participação

A professora Morgiana Cardoso, explicou que o combustível utilizado para o lançamento do foguete é uma mistura de bicarbonato e vinagre. “A junção destes elementos provoca uma reação química ideal para o lançamento dos foguetes, que podem atingir alturas e distância de até 200 metros. Nos foguetes construídos pelos alunos conseguimos atingir até o momento, 152 metros de altura”, completou.

 

Maurício Cunha e Silva destacou que a conquista é de todos.  “Fiquei muito feliz pelos resultados e de ter feito parte dessa vitória que só foi possível devido ao trabalho coletivo com professores de outras disciplinas e de toda a unidade escolar. A dedicação desses alunos na construção do foguete foi crucial para que agora possamos apresentar este trabalho, durante a Mostra em São Paulo”, disse.

 

Layane Matos Rodrigues, aluna 9º ano, relatou que os resultados a surpreenderam. “Nunca imaginei que água e pressão fariam algo voar. O projeto do lançamento de foguete despertou em mim o interesse de pesquisar e compreender melhor a Física e Química. O foguete da minha equipe não foi o de melhor desempenho, mas fiquei feliz em participar, pois tive a oportunidade de aprender algo novo, que proporcionará conhecimento para a Olimpíada Brasileira de Astronáutica que fazemos todo ano e somos certificados com diploma de participação”, explicou.

 

Competição Nacional

Para participar da competição nacional, as escolas cadastram-se no site da Olimpíada Brasileira de Astronomia. Os projetos são desenvolvidos e apresentados voluntariamente, no qual é realizada nas próprias unidades durante o ano letivo. Ao final da disputa, todos os participantes são certificados e recebem medalhas pela participação.

 

Este ano, as provas da Olimpíada Brasileira de Astronáutica foram realizadas em todas as escolas no dia 19 de maio, em que foguetes de quatro tipos diferentes, conforme o nível das turmas foram lançados. O desempenho dos alunos foi avaliado pelos representantes da Olímpiada, e após bom resultado de uma das equipes, a unidade foi convidada para a apresentação do material em nível nacional, em São Paulo.

 

Do Tocantins, foram selecionados na primeira fase da Olimpíada os alunos Samuel Rodrigues dos Santos, Karla Rodrigues da Silva e Ériton Ribeiro dos Santos todos da primeira série do ensino médio.

 

 

VEJA TAMBÉM NO PORTAL DO SUDESTE